Agronegócio dribla a pandemia e se mantém em crescimento


Colheitadeira S660 | Colheitadeira de Grãos Série S | John Deere BR

Vivemos um momento desafiador em todos os segmentos da economia. Insegurança e incertezas do que virá pela frente, aumento do desemprego, redução do consumo, queda das vendas na indústria, aumento da capacidade ociosa, e ainda, os reflexos psicológicos causados pela pandemia da Covid-19. Para o setor do agronegócio, uma das principais atividades que movimentam a economia brasileira, os resultados tem sido otimistas de maneira geral. O agronegócio foi o único setor da economia que obteve resultado positivo no PIB do primeiro trimestre. Enquanto indústria e serviços encolheram, a participação do agronegócio nas exportações subiu de 18,7% para 22,9% no quadrimestre. O valor gerado pelo campo foi de R$ 120 bilhões. O setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Exportações do agro crescem

Os resultados da Balança Comercial, publicados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em março deste ano, mostraram que as vendas externas da agropecuária tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. Nas exportações, o setor agropecuário gerou ganhos de US$ 6,7 bilhões para a balança comercial entre janeiro e abril, movimentando US$ 18,3 bilhões em embarques para o exterior e US$ 11,6 milhões em importações. A participação do agronegócio nas exportações subiu de 18,7% para 22,9% no quadrimestre. Em um evento on-line, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou que o Brasil mostra sua força em um momento difícil, em que a maior parte dos países produtores amargam perdas em função dos reflexos da pandemia da covid-19.

Produção de soja impulsiona a economia

A produção de soja é o carro-chefe da agricultura e deve chegar a 121 milhões de toneladas neste ano, de acordo com a Companha Nacional de Abastecimento (Conab) — alta de 6,7% em relação à última safra. A safra de grãos deste ano é estimada em 250 milhões de toneladas, um volume inédito, com liderança da soja. O consumo asiático ajuda a fortalecer o setor com a crescente demanda por alimentos. A Ásia, cliente número um do Brasil, com liderança da China, respondeu por 47,2% dos embarques brasileiros, representando uma alta de 15,5% em relação ao mesmo período de 2019. Analistas de mercado dizem que o cenário é muito bom para a soja, já que a procura chinesa está aquecida em função da renovação da criação de suínos, que precisa do consumo de farelo. Somado aos bons preços e o dólar alto, a demanda externa gerou recorde de faturamento e trouxe mais alívio para setor em um momento onde o mundo todo está sofrendo com os reflexos econômicos do coronavírus. 

Apesar dos bons resultados, agronegócio tem setores que sentiram os impacto da crise
Não só de boas notícias vive o agro brasileiro. Outras cadeias produtivas foram afetadas de maneira diferenciada, em maior ou menor grau pelo impactos da pandemia. O setor canavieiro, por exemplo, foi duramente impactado por essa crise, com queda de até 60% no consumo de etanol no início da quarentena e depois ficando entre 30% e 40% abaixo da média. Outros mercados que têm sentido fortemente o reflexos da crise são o de pescado, flores, legumes e verduras, devido à falta ou redução significativa dos canais de distribuição. A floricultura está entre os setores mais prejudicados pela quarentena. Com o fim das festas, eventos, casamentos e até velórios, houve uma redução de 90% nas vendas. O setor é responsável por movimentar cerca de R$ 8 bilhões por ano, em uma cadeia que emprega principalmente mulheres. Em grandes centros como São Paulo, houve uma campanha de sensibilização para o Dia das Mães e o mercado teve uma ligeira recuperação, mas mesmo assim, as vendas para a data ficaram 40% abaixo da previsão anterior ao coronavírus.

De maneira geral, o Brasil não sofreu ameaça de desabastecimento até agora. Isso trouxe tranquilidade para a população, e também, demonstra o potencial do agronegócio brasileiro. De acordo com a estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil deve se tornar o maior produtor mundial de alimentos ainda em 2020, comprovando mais uma vez a importância do desenvolvimento e fortalecimento da agricultura brasileira, que cresce e se desenvolve com o trabalho de homens, mulheres e jovens do campo.

Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Companha Nacional de Abastecimento (Conab); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)

Dados relevantes: 

*Participação do agronegócio nas exportações subiu de 18,7% para 22,9% no quadrimestre;
*O valor gerado pelo campo foi de R$ 120 bilhões;
*Agronegócio foi o único setor da atividade econômica nacional a crescer no período analisado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
*A participação do agronegócio nas exportações subiu de 18,7% para 22,9% no quadrimestre;
*A safra de grãos deste ano é estimada em 250 milhões de toneladas, um volume inédito, com liderança da soja;
*Setor canavieiro acumula uma queda entre 30% e 40% abaixo da média;

*Setor da floricultura ficou 40% abaixo da previsão anterior ao coronavírus.

Por: Agência Certa - Via Sementes Costa Beber 
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